Screen

Profile

Layout

Direction

Menu Style

Últimas Notícias

E-mail Imprimir PDF

Estoques de minério do Brasil na China sobem 43% na semana.

O volume do produto brasileiro atingiu 24,86 milhões de toneladas.

Os estoques de minério de ferro brasileiro nos principais portos da China aumentaram 4,3 por cento na semana, na comparação com o período anterior, informou nesta sexta-feira a consultoria industrial Mysteel.

O volume do produto brasileiro atingiu 24,86 milhões de toneladas.

O aumento dos estoques do minério do Brasil colaborou para elevar o total estocado nos portos do país asiático na primeira semana de 2012.

O volume total subiu 1,1 por cento na comparação com a semana anterior -veja detalhes na tabela abaixo.

Em dezembro, as exportações de minério de ferro do Brasil atingiram o maior volume de 2011.

No ano passado, o Brasil elevou suas vendas externas do produto em 6,4 por cento, com a China (maior comprador global) sendo o principal destino. Para 2012, entretanto, espera-se que as exportações brasileiras caiam em função da crise europeia.

Os estoques do produto da Índia nos portos chineses também aumentaram na semana, em meio à recente decisão do governo de elevar a tarifa de exportação de 20 para 30 por cento.

E-mail Imprimir PDF

CSN quer produzir 84 milhões de toneladas de minério de ferro

Empresa pretende ampliar produção até 2015, mas descarta IPO de ativos de mineração no curto prazo

O diretor financeiro da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Paulo Penido, afirmou nesta terça-feira que a meta da empresa é atingir uma capacidade de produção de 84 milhões de toneladas de minério de ferro em 2015. Hoje, a CSN produz cerca de 30 milhões de toneladas.

Apesar dos planos ambiciosos de expansão, Penido descartou uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de ativos de mineração no curto prazo. Segundo o diretor, os projetos no setor estão sendo revistos e será preciso concluir o plano de investimento na Namisa, empresa de mineração da qual a CSN detém 60% do controle e os outros 40% estão nas mãos de sete investidores asiáticos.

Em palestra no seminário Rio Investors Day, Penido explicou que a discussão em torno do IPO para o setor andou de forma mais vigorosa em relação à mina de Casa de Pedra, mas ficou "parada" em relação à Namisa.

E-mail Imprimir PDF

Chuvas em MG vão impactar oferta global de minério de ferro

O período de fortes chuvas em Minas Gerais deverá impactar, diretamente, a oferta mundial de minério de ferro nas próximas semanas. Com a produção e a qualidade do minério comprometidas em algumas regiões, a perspectiva é de que os preços voltem a subir neste início de ano. O fenômeno climático deve contribuir para a recuperação parcial dos preços, que pode chegar a 8% de alta no primeiro trimestre, segundo especialistas.

Não é à toa que uma menor produção em Minas pode afetar a oferta do produto. O Estado concentra quase 70% da produção de minério de ferro no País, de acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Da produção total de minério da Vale de janeiro a setembro de 2011, por exemplo, os sistemas Sul e Sudeste foram responsáveis por mais de 60% do total no período. Além da Vale, toda produção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está no Estado: a mina Casa de Pedra fica no município de Congonhas e a Namisa no Quadrilátero Ferrífero. A MMX, por sua vez, também produz em Minas no Sistema Sudeste.

Além da menor oferta brasileira, as chuvas também afetam a produção de minério na Austrália, um dos principais produtores, lembra a especialista do setor de mineração da Tendências Consultoria, Stefânia Grezzana. Dessa forma, acredita-se que a restrição da oferta contribua para que o minério tenha um período de recuperação de preço durante o primeiro trimestre deste ano. Segundo suas projeções, o valor da tonelada deverá subir 8% entre janeiro e março na comparação com dezembro do ano passado, cuja média nos valores spot foi de US$ 136,5 a tonelada.

No início deste mês o preço da tonelada do insumo apresentou pequenas altas diárias, sendo cotado ontem a US$ 143, de acordo com o índice Platts, que é calculado tendo por base o preço do minério no mercado à vista (spot) da China. Se depender das previsões climáticas, o preço deve continuar subindo.

O volume de chuvas neste verão está, de fato, maior e deverá prosseguir em Minas Gerais. Segundo o agrometeorologista da Somar Meteorologia, Marco Antonio dos Santos, as chuvas mais fortes este ano são explicadas pelo fenômeno climático 'La Niña'.

'Em verões em anos de La Niña, os efeitos recaem na região central do Brasil. Os volumes acumulados estão muito grandes, principalmente na região metropolitana de Belo Horizonte', disse o especialista, que destacou que nos últimos dias o volume de chuvas para o período é o maior nos últimos cem anos.

Trégua. Para os próximos dias, a previsão é de que as chuvas diminuam em Minas. No entanto, a trégua não deverá durar muito. 'Depois deve voltar a chover na segunda quinzena de janeiro e em fevereiro continua chovendo', frisou.

Mesmo que as previsões meteorológicas se confirmem e ajudem a elevar os preços, as siderúrgicas tendem a manter os contratos mais próximos do valor no mercado à vista. Desde o fim do ano passado, os clientes chineses, por exemplo, migraram para o mercado à vista, no lugar da precificação trimestral.

'Essa tendência no curto prazo não deve mudar', afirmou o analista do BB Investimentos, Victor Penna. Segundo ele, além das chuvas no Hemisfério Sul, a produção na China é afetada pelo rigoroso inverno no país, mais uma variável que interfere na oferta mundial do produto.

Preços em alta nesse trimestre não vai significar necessariamente melhora de faturamento para as empresas que vendem o insumo. A contrapartida desse aumento é justamente a redução da produção.

Procuradas, a Vale e a CSN não se manifestaram.

E-mail Imprimir PDF

Chuva interrompe produção de minério da Vale em Minas

As minas mineiras respondem por quase 50% da produção total de minério da companhia

A mineradora Vale informou nesta segunda-feira que as fortes chuvas em Minas Gerais estão causando "interrupções temporárias" na produção de suas minas de minério de ferro. Segundo a companhia, essas interrupções por breves períodos de tempo são motivadas por razões de segurança.

Ainda de acordo com a Vale, os níveis gerais de produção das minas no Estado não foram afetados, e o transporte ferroviário do minério continua normalmente, segundo informou um assessor de imprensa. As minas mineiras respondem por quase 50% da produção total de minério da companhia. No terceiro trimestre de 2011, a produção no Estado totalizou 31,29 milhões de toneladas.

Minas Gerais tem sido atingido por fortes chuvas desde o fim do ano passado. Pelo menos seis pessoas já morreram, milhares tiveram de deixar suas casas e dezenas de cidades estão em estado de alerta ou emergência. E segundo as previsões meteorológicas as chuvas devem continuar.